Meu amigo diferente é Especial!!
Este espaço foi
criado pelas alunas do curso de Pedagogia da Universidade Anhanguera, para falar
de educação inclusiva, mostrar que apesar de algumas particularidades somos
todos iguais e temos os mesmos direitos. Nosso papel como futuros
profissionais da educação vai além de ensinar o abecedário, mas devemos ensinar
a aceitarem umas as outras, pois apesar de algumas
diferenças somos todos iguais e temos mesmos direitos. Fazer valer o direito de
todos através da informação e educação utilizando todos os meios possíveis é o
nosso desafio e deve ser a nossa meta como professores. Apesar da constituição assegurar educação de qualidade para todos, ainda falta muito para o Brasil ser o país da inclusão social, e nós futuros educadores, devemos a cada dia buscar mais preparo para fazer acontecer a escola inclusiva.
A criança especial também tem a
necessidade de cursar uma escola normal e necessita de muito carinho e respeito.
No mundo globalizado os pequeninos
precisam desde cedo conviver com as diferenças, a fim de se tornar um adulto
mais solidário! E é através da convivência que vamos conhecendo nosso próximo,
e aprendendo a respeita-lo e ajuda-lo, pois todos nós temos limitações.
Viemos aqui mostrar como existem
pessoas dispostas a mudar a vida de alguém demonstrando carinho e respeito, uma
homenagem aos amigos especiais!!
Ao longo das atividades, uma criança disse não gostar de outra com deficiência mental porque ele era chato! Então compreendemos que precisamos disseminar a informação, trabalhar a aceitação, pois respeito as diferenças e a formação de laços de amizade sólidos não ocorrem do dia para noite, este é um processo contínuo que precisa ser cultivado diariamente, incluir não é somente por a criança especial dentro da sala de aula, elas tem que estar e participar, devem estar inseridas em todo o contexto escolar, para dia após dia, todos perceberem que a pessoa com algum tipo de deficiência tem as mesmas necessidades que as outras: elas se locomovem ao mercado, ao banco, a escola, ao parquinho, se divertem, se entristecem, tem amigos... Enfim, é um ser humano com as mesmas necessidades que nós e também tem os mesmos direitos.
![]() |
| Anne Isabelle acha seu amiguinho especial muito forte porque mesmo sem os dedinhos brinca com ela, eles se completam como amigos e ela não o vê com essa necessidade! |
![]() |
| Enzo diz admirar seu amiguinho especial porque mesmo com as pernas paralisadas gosta de estudar e brincar! |
![]() | ||
| Maria Eduarda tem um amiguinho com deficiência visual, mas apesar disso ela o acha muito legal e agradece a sua amizade! |
O preconceito
Ao longo das atividades, uma criança disse não gostar de outra com deficiência mental porque ele era chato! Então compreendemos que precisamos disseminar a informação, trabalhar a aceitação, pois respeito as diferenças e a formação de laços de amizade sólidos não ocorrem do dia para noite, este é um processo contínuo que precisa ser cultivado diariamente, incluir não é somente por a criança especial dentro da sala de aula, elas tem que estar e participar, devem estar inseridas em todo o contexto escolar, para dia após dia, todos perceberem que a pessoa com algum tipo de deficiência tem as mesmas necessidades que as outras: elas se locomovem ao mercado, ao banco, a escola, ao parquinho, se divertem, se entristecem, tem amigos... Enfim, é um ser humano com as mesmas necessidades que nós e também tem os mesmos direitos.
Para adquirir mais informações sobre esta prática docente, entrevistamos um profissional que já teve este tipo de experiência, nosso convidado é Fabiano Peixoto Lima, pedagogo e pós graduado em Psicopedagogia, Neuropedagogia e Saúde Mental. Ele nos conta que em sua primeira experiência como professor, trabalhou com uma criança especial. Selecionamos os principais trechos da entrevista:
"as expectativas..."
No início é difícil não se questionar: Será que vou dar conta? Será que vou corresponder às expectativas da escola, da família e do aluno? Mas, dia após dia, você percebe que é um trabalho de formiguinha na época ele não tinha muitos recursos materiais e nem a ajuda de especialista, uma situação comum em muitas escolas ainda hoje, diz que professor tem que estar disposto a aprender, ser criativo, buscar alternativas e se especializar para melhor atender os alunos com alguma necessidade especial e completa: é um grande desafio porque implica em mudanças nas práticas pedagógicas muitas vezes cristalizadas, mas ao final da experiência não é tão difícil como parecia!
" fazer acontecer a escola inclusiva..."
As ações devem ser planejadas e as atividades ajustadas e adaptadas para que atendam às necessidades específicas de cada aluno. E isso requer muito esforço e dedicação do professor.O importante é não excluir, porque qualquer ser humano não fica bem aonde se sente excluído, incompreendido, não aprende e é rejeitado.
Meu plano de aula era comum para todos os alunos, porem o que diferenciava era o grau de complexidade das atividades. Na grande maioria, os alunos com necessidades especiais adaptam-se muito bem às escolas e as salas de aula quando se sentem de fato aceitos, compreendidos e conseguem aprender na escola. Essas crianças se sentem felizes por poderem participar da vida, conviver e brincar com outras crianças, aprenderem juntas com as demais, incentiva-los a se ajudarem entre si era basicamente o que eu fazia, procurava incluir as crianças em todas as atividades, ensinando as demais que apesar de ter algum tipo de necessidade, elas são iguais e tem os mesmos sentimentos que os nossos e devemos ajuda-la, assim como ajudamos todas as outras. Isso é perfeitamente possível! E quem não gosta de elogios? Não é diferente em sala de aula, todos gostavam de elogios e de saber sobre o seu desempenho nas atividades. Assim, ao final de cada encontro/aula, eu dava um feedback para cada um. Isso funcionava como um reforço positivo para que eles continuassem a participar das atividades.
"ao final da experiência..."
Quando escolhemos trabalhar com educação, e hoje com a educação inclusiva, partimos do pressuposto que vamos contribuir e ensinar às crianças. Mas o que a realidade nos mostra é que, no plano das relações humanas, essas crianças têm muito a nos ensinar e nos surpreendem a cada dia. Nós, profissionais, contribuímos para o desenvolvimento cognitivo e motor dessas crianças, mas quanto a interação com elas, descobrimos seu vasto mundo interior e o quanto a relação de aprendizagem poderá ser recíproca. A maior lição que aprendi foi que se nós conseguíssemos desenvolver nossa sensibilidade para expressar nossas emoções e sentimentos como elas o fazem, certamente seríamos pessoas mais espontâneas e verdadeiras e, quem sabe, teríamos um mundo bem melhor!
"as expectativas..."
No início é difícil não se questionar: Será que vou dar conta? Será que vou corresponder às expectativas da escola, da família e do aluno? Mas, dia após dia, você percebe que é um trabalho de formiguinha na época ele não tinha muitos recursos materiais e nem a ajuda de especialista, uma situação comum em muitas escolas ainda hoje, diz que professor tem que estar disposto a aprender, ser criativo, buscar alternativas e se especializar para melhor atender os alunos com alguma necessidade especial e completa: é um grande desafio porque implica em mudanças nas práticas pedagógicas muitas vezes cristalizadas, mas ao final da experiência não é tão difícil como parecia!
" fazer acontecer a escola inclusiva..."
As ações devem ser planejadas e as atividades ajustadas e adaptadas para que atendam às necessidades específicas de cada aluno. E isso requer muito esforço e dedicação do professor.O importante é não excluir, porque qualquer ser humano não fica bem aonde se sente excluído, incompreendido, não aprende e é rejeitado.
Meu plano de aula era comum para todos os alunos, porem o que diferenciava era o grau de complexidade das atividades. Na grande maioria, os alunos com necessidades especiais adaptam-se muito bem às escolas e as salas de aula quando se sentem de fato aceitos, compreendidos e conseguem aprender na escola. Essas crianças se sentem felizes por poderem participar da vida, conviver e brincar com outras crianças, aprenderem juntas com as demais, incentiva-los a se ajudarem entre si era basicamente o que eu fazia, procurava incluir as crianças em todas as atividades, ensinando as demais que apesar de ter algum tipo de necessidade, elas são iguais e tem os mesmos sentimentos que os nossos e devemos ajuda-la, assim como ajudamos todas as outras. Isso é perfeitamente possível! E quem não gosta de elogios? Não é diferente em sala de aula, todos gostavam de elogios e de saber sobre o seu desempenho nas atividades. Assim, ao final de cada encontro/aula, eu dava um feedback para cada um. Isso funcionava como um reforço positivo para que eles continuassem a participar das atividades.
"ao final da experiência..."
Quando escolhemos trabalhar com educação, e hoje com a educação inclusiva, partimos do pressuposto que vamos contribuir e ensinar às crianças. Mas o que a realidade nos mostra é que, no plano das relações humanas, essas crianças têm muito a nos ensinar e nos surpreendem a cada dia. Nós, profissionais, contribuímos para o desenvolvimento cognitivo e motor dessas crianças, mas quanto a interação com elas, descobrimos seu vasto mundo interior e o quanto a relação de aprendizagem poderá ser recíproca. A maior lição que aprendi foi que se nós conseguíssemos desenvolver nossa sensibilidade para expressar nossas emoções e sentimentos como elas o fazem, certamente seríamos pessoas mais espontâneas e verdadeiras e, quem sabe, teríamos um mundo bem melhor!
Ao final do ano letivo você depara com o resultado, a dificuldade e o temor agora dão lugar a um sentimento maravilhoso! Perceber o desenvolvimento e o crescimento das crianças, o brilho em seus olhos, nosso coração fica apertado em ter que deixar que a criança siga seu destino.
"uma mensagem para nós"
O professor é o principal responsável pelo sucesso da aprendizagem e sua atuação em sala e determinante para o desempenho dos alunos. De nada adianta um profissional cursar a melhor faculdade, mas não ter didática, paciência e sensibilidade para respeitar o tempo e as diferenças de cada aluno.
“A questão fundamental é a atitude. Se é algo que você deseja fazer, você começa a procurar meios de consegui-lo. Se é algo que você não deseja fazer, você começa a procurar desculpas para não fazê-lo.” (Wayne Sailor, 1991).
"uma mensagem para nós"
O professor é o principal responsável pelo sucesso da aprendizagem e sua atuação em sala e determinante para o desempenho dos alunos. De nada adianta um profissional cursar a melhor faculdade, mas não ter didática, paciência e sensibilidade para respeitar o tempo e as diferenças de cada aluno.
“A questão fundamental é a atitude. Se é algo que você deseja fazer, você começa a procurar meios de consegui-lo. Se é algo que você não deseja fazer, você começa a procurar desculpas para não fazê-lo.” (Wayne Sailor, 1991).
**Fim**


